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Quando o filhote é levado para casa, ele vai estar sendo apresentado ao seu novo lar. É ali que ele vai viver, provavelmente toda sua vida. Em sua nova casa, o filhote precisa ter o seu espaço bem definido, um local onde ele possa descansar, como uma cesta, caminha, toalha ou cobertor. Ele precisa saber que é aquele o seu território.

Os primeiros dias do filhote em seu novo lar devem ser tranquilos e você deve ser paciente e compreensivo. A noite, coloque uma bolsa de água morna e um cobertor na cama do filhote; isto fará com que ele se sinta protegido e não reclame da falta da mãe e do resto da ninhada. Um relógio mecânico ajuda a mantê-lo calmo, pois simula os batimentos cardíacos da mãe. Uma música pode aliviar a tensão da solidão. Se ele choramingar, não o repreenda nem o leve para a cama com você, pois em poucos dias ele terá acostumado a dormir sozinho durante toda a noite. Até o quinto mês de vida , os filhotes normalmente dormem várias horas por dia. Não se deve incomodá-los e ou pegá-los com frequência. Evite chamar seu nome apenas para vê-lo atender.

Quando for chamá-lo, chame-o com carinho; a chamada do nome deve corresponder a uma ordem simpática e agradável. Falar alto e gritar são atitudes inúteis, pois a audição é muito aguçada; para chamar a atenção faça sempre no momento que ele cometeu o delito, pois passados alguns minutos, ele não saberá porque está sendo repreendido.

A alimentação do seu filhote não deverá ser alterada bruscamente nos primeiros dias. Mantenha a mesma oferecida pelo criador, uma vez que distúrbios intestinais são frequentes e passageiros devido ao estresse. Para que o filhote apresente um bom crescimento é necessário que receba uma alimentação balanceada, de acordo com a necessidade da raça. Animais com idade variando entre 2 e 6 meses devem receber no mínimo 3 refeições diárias, sempre observando horários regulares , mesmo comedouro e local. A água deve ser deixada a disposição o dia todo, devendo ser trocada diariamente. A quantidade de alimento oferecida vai variar de acordo com a raça, idade e qualidade do alimento a ser oferecido. Quando você oferecer o alimento ao seu animal, estabelece-se uma relaçao de carinho e amor muito grande. Sempre que for dar alimento, converse com ele e dê carinho. Para animais que convivem dentro de casa, é recomendado que ele receba o alimento antes das refeições das pessoas da casa, para que ele não fique implorando por comida, pois os alimentos humanos não são recomendados para os animais.

O processo de educação do filhote começa quando ele chega ao novo lar. Os filhotes naturalmente são limpos, nunca sujam o local onde dormem e onde se alimentam, a não ser quando estejam doentes ou não tenham possibilidade de sair do local. Aos dois meses o controle de fezes e urina estão plenamente desenvolvidos. Sua adaptação ao meio ambiente humano e as regras da casa não são complicadas; um pouco de paciência no início e sobretudo saídas frequentes e regulares pela manhã, tarde ou após as refeições, são as chaves para o sucesso. Os filhotes não tem a mínima noção da diferença entre um tapete e um pano de chão. Portanto, você precisa orientá-lo sobre o local adequado para fazer as suas necessidades. Existem inúmeros produtos que auxiliam o filhote a orientar-se sobre o local adequado para as suas necessidades. Procure o seu veterinário para saber sobre o produto mais adequado para o seu filhote.

Os filhotes apresentam uma infância muito rápida se comparada aos seres humanos. É bastante comum que eles "aprontem" muito nesta fase da vida. Nesta fase é necessário deixar brinquedos à disposição para que eles possam se divertir.

A limpeza e a higiêne dos utensílios são muito importantes para o seu filhote. Muitos parasitas vivem no cão e depositam seus ovos em sua caminha e cobertor. É preciso lavá-los separadamente, mantendo-os sempre limpos e secos.

Limpe sempre o comedouro após as refeições. Não lave os utensílios de seu animalzinho junto com as louças de sua família.

Os filhotes dormem aproximadamente 80% do tempo e ao nascer não enxergam. Os olhinhos irão abrir na segunda semana de vida.

Os dentes de leite surgem a partir dos 25 dias. Os definitivos aparecem entre 3 e 5 meses. O desconforto causado pela erupção dos dentinhos pode ser aliviados com brinquedos desenvolvidos para este fim.

A pelagem é proteção natural contra o frio e umidade. Os cães e gatos trocam de pelos 3 a 4 vezes por ano. Os filhotes são muito curiosos. Você deve evitar que lambam o seu rosto pois apesar de ser um gesto de carinho, você não sabe o que mais ele andou lambendo.O primeiro cio das fêmeas pode ocorrer a partir dos cinco meses de idade e se manifestará duas vezes ao ano. A audição dos cães é muito superior a nossa. Portanto, não é necessário gritar com eles.

Nem sempre cães e gatos com o focinho quente estão com febre. A maneira ideal de medir a temperatura de seu animal é a retal, utilizando termômetro adequado. A temperatura normal de um cão ou gato adulto oscila entre 38 e 39 graus centígrados.

Muitos cães tem a mania de correr atrás de carros e motos. Mas você pode ensiná-lo a não fazer isto: Preso a uma guia, espere um carro passar e puxe energicamente no momento em que seu cão tentar seguir o veículo. Diga NÃO com um toque firme. Um puxão forte pode causar algum desconforto, mas é bem melhor do que seu cão ser atropelado. Outra mania é mastigar sapatos, móveis ou arranhar portas. Novamente repreenda com um NÃO enérgico e ofereça um brinquedo apropriado para cães. Ver o filhote mastigar um objeto pode ser natural e engraçado, mas quando ele se tornar adulto pode ser extremamente desagradável. Latidos frequentes geralmente estão associados à solidão e ao tédio. Treinamentos regulares e um pouco de carinho diário podem resolver este problema. Se, no entanto, o filhote latir excessivamente, segure-o pelas "bochechas" e dê o comando NÃO. Os latidos não são para proteger sua propriedade, pois os cães são considerados maduros após os 14 meses de vida. Para evitar pulos indesejáveis, coloque a palma de sua mão aberta na frente do focinho do cão quando ele for dar o pulo e diga o comando NÃO. Os cães também gostam de cavar buracos, seja por instinto ou por diversão. É normal o cãozinho querer enterrar os ossos que você lhe deu. Disciplina e supervisão geralmente são suficientes para corrigir este problema. Se o filhote persistir em cavocar em seu jardim, e você o pegar em flagrante, segure-o pela "bochechas" e dê o comando NÃO. Embora seja natural para o cão enterrar o osso, você não deve permitir, porque ele pode se tornar agressivo, protegendo o local onde o escondeu. Os cães adoram mexer o lixo, mas esta simples brincadeira pode ser perigosa para a saúde de seu filhote. Ele pode comer porcarias, engasgar-se com eventuais ossos de galinha, cortar-se com vidros e até mesmo apresentar distúrbios digestivos. Para repreendê-lo, diga NÃO e tracione a guia no momento que ele mostrar interesse pelo lixo.

Um lembrete: o treinamento básico de obediência ira solucionar a maioria dos problemas do seu filhote. Só o uso da palavra NÃO será o suficiente para evitar que seu cão faça qualquer travessura.

É necessário que o cãozinho esteja acostumado ao uso da coleira e da guia, uma que estas são fundamentais para este aprendizado.

BUSCA: Sente-se no chão e atire um brinquedo à curta distância e diga "busca", encorajando o filhote a ir buscá-lo. Se ele obedecer, utilize a guia para trazê-lo de volta e agrade-o. Pratique este jogo por cinco minutos, uma ou duas vezes ao dia. SENTA: Este comando deve ser ensinado após seu cão ter aprendido o comando busca. Quando o filhote retornar com o brinquedo, coloque sua mão esquerda sobre seu posterior, empurrando-o para baixo, com cuidado. Ao mesmo tempo puxe a guia para cima e para trás e diga em tom de comando "senta". Pratique dez minutos, uma ou duas vezes ao dia nos próximos quatro dias, agradando-o sempre que obedecer ao comando. AQUI: Depois que seu cachorro aprender o comando senta, diga o nome dele e o comomando "Aqui" e, gentilmente puxe-o pela guia. Agrade-o bastante. Vir em sua direção sempre deve ser um ato de prazer. FICA: Quando o filhote atingir 14 semanas de vida, introduza este omando no seu treinamento diário. Sente-se ao seu lado, diga o comando "Fica" e caminhe lentamente ao seu redor. Encare-o, fique por alguns segundos nesta posição e depois retorne para seu lado. Espere um pouquinho e então agrade-o. Se ele se mover durante o exercício, repita. É aconselhável ensinar este comando em local bem calmo. JUNTO: Com 14 semanas de idade seu filhote deve estar pronto para andar na guia ao seu lado controladamente. Este é o primeiro teste real de disciplina. O objetivo deste exercício é ensiná-lo a andar tranquilamente ao seu lado, sem puxar ou esticar a guia. Para treiná-lo você necessitará de uma coleira tipo enforcador, sem nenhum tipo de grampo que possa ferí-lo, mantendo o cãozinho à sua esquerda. Enrole a guia na mão direita e mantenha o cãozinho à sua esquerda. Dê o comando "junto" e comece a andar para a frente. Controle-o através de puxões pela guia.

As pulgas são os parasitas externos mais frequentes, responsáveis por causar coceiras, desconforto, reações alérgicas e transmissão de vermes. Elas concentram-se, em sua maioria, no ambiente em que o filhote vive (caminha, tapetes, assoalhos de madeira e frestas). Por isso, para obter resultados efetivos no controle das pulgas deve-se tratar o animal e o ambiente simultaneamente. Os carrapatos e piolhos também são parasitas externos que podem transmitir doenças. Examine seu cão periodicamente e se for o caso peça ajuda a seu veterinário para exterminar com estes parasitas. A maioria dos cães nascem com vermes. São transmitidos aos filhotes através da placenta da mãe ou durante o aleitamento. Felizmente estas infestações são fáceis de previnir e tratar. Por isso, esteja atento se seu filhote apresentar algum destes sinais: fraqueza, diarréia ou vômito, perda de peso sem alteração de apetite, abdômem distendido, filamentos de sangue, muco ou estruturas semelhantes a sementes de melão nas fezes, comportamento estranho, como o de esfregar o ânus no chão.

Previna estas doenças através de um programa periódico de desverminação prescrito pelo seu veterinário. Em geral é recomendado iniciar nas primeiras semanas de vida. Tome cuidado ao mexer nas fezes pois algumas verminoses podem ser transmitidas ao homem. Não esqueça de lavar sempre as mãos após executar as tarefas de higiêne.

A diferença nos Pugs é que devemos ter mais atenção às RUGAS e aos OLHOS.

O Pug não tem focinho o que deixa os olhos mais expostos a objetos ponteagudos, plantas com espinhos, unhas de outros cães, etc. De resto é tudo muito tranquilo.

Cuidados Diários

Os Pugs são cães de fácil manutenção, devido a sua pelagem curta, não necessitando de muitos cuidados especiais. Como qualquer cão, deve ser alimentado somente com ração de boa qualidade e ter sempre água limpa e fresca à disposição. Deve-se evitar, sempre, doces, alimentos muito gordurosos e condimentados. Muitos têm tendência à obesidade, então deve-se limitar a quantidade de ração que, para os adultos, deve ser oferecida duas vezes ao dia. Um pote com água limpa e fresca deve ser sempre deixado à disposição do cão.

É importante lembrar:chocolate é considerado veneno para os cães, pois prejudicam o fígado. Deve ter uma cama limpa, confortável e abrigada de correntes de ar e mudanças bruscas de temperatura. Jamais deve ficar na rua. Os Pugs são cães para dentro de casa.

Com relação à pelagem, deve ser escovada diariamente, para remoção de pelos mortos que, de outra forma, caem pela casa. Soltam mais pelo, principalmente no outono e na primavera. As escovadelas diárias ajudam neste processo, e evitam a sujeira excessiva da casa. Durante a escovação, pode-se aproveitar para examinar a pele e o pelo do cão, a procura de lesões e ectoparasitos, que devem ser prontamente combatidos. Uma alimentação com ração de boa qualidade é importante para evitar a queda excessiva dos pelos, até mesmo nos períodos de muda.

Os olhos, quando apresentarem corrimentos e/ou secreções, devem ser limpos com solução fisiológica (solução de NaCl a 0,9%).

Se for possível, os dentes devem ser escovados diariamente, ou pelo menos semanalmente, com uma escova macia e pasta de dentes especial para cães, encontrada em pet shops.

Pelo menos semanalmente, as rugas ou pregas da cara devem ser limpas, principalmente a de cima do nariz, que é bastante profunda. O ideal é limpá-las diariamente. Isto pode ser feito com algodão ou gaze umedecido em óleo mineral neutro ou solução fisiológica.

Alguns proprietários usam lenços umedecidos para limpeza facial humana ou para a higiene de bebês. É importante que o produto utilizado seja hipoalergênico e testado dermatologicamente. O ideal é testar o produto no seu cão, para ver se ele o tolera bem. Depois de limpa, a ruga deve ser completamente seca com lenços macios de papel. É muito importante manter esta ruga seca, para evitar dermatites.

Os ouvidos devem ser limpos a cada semana, com um produto específico, óleo mineral neutro ou lenços umedecidos.

Muitos Pugs são alérgicos a qualquer produto que apresente perfume, inclusive lenços umedecidos e soluções tipo higiapele. Nestes casos, é recomendado que a limpeza das pregas seja feita somente com óleo mineral neutro, comprado em farmácias, ou solução fisiológica. Logo após a limpeza, as pregas devem ser bem secas com lenços macios de papel.

Kit - limpeza - Solução fisiológica, óleo mineral neutro, lenço de papel, algodão, escova de dentes, dedeira para dentes, pasta de dentes especial para cães.

Sequência de Limpeza Diária

5) Uma boa escovação, primeiro contra e depois a favor do crescimento do pêlo.
6) Massagem com luva de borracha, ou uma flanela macia, a favor do crescimento do pêlo, como acabamento.

Os banhos devem ser dados com pouca freqüência: quanto menos, melhor. NUNCA com intervalo menor do que 15 dias. Uma freqüência maior pode desencadear problemas de pele, provocados por fungos, ou outras dermatites. Após o banho, com xampu ou sabonete neutro, o cão deve ser completamente seco, com toalha e secador de cabelos, mesmo no verão. Estes cuidados devem ser tomados porque os Pugs apresentam pré-disposição a dermatites, principalmente por fungos, devido a grande densidade de pelos, o que dificulta a sua secagem.

Texto Dra. Maria Gabriela - Veterinária

Todo animal deve estar imunizado antes de sair às ruas. Para ser vacinado o animal deve estar vermifugado, sem febre, diarréia, ou seja, saudável. A vacina bem como o esquema de vacinação deve ser feito sempre pelo médico veterinário que acompanha o animal.

Quadro de Vacinas em cães
45 a 60 dias

1a. dose vacina múltipla ( V8, V10 ou similar )* 1a. dose vacina contra Giardia

21 dias após a 1a. dose
2a. dose vacina múltipla ( V8, V10 ou similar )* 2a. dose vacina contra Giardia
21 dias após a 2a. dose
3a. dose vacina múltipla ( V8, V10 ou similar )*
a partir de 4 meses
Vacina anti-rábica *
* Vacinas obrigatórias: múltipla e anti-rábica.
Todas as Vacinas devem ser dadas anualmente - Reforço.

Óctupla - prevenção para oito doenças graves

1. Cinomose - forte infecção no sistema respiratório, com corrimento nasal e ocular além de tosse, podendo evoluir para pneumonia. Outros sintomas são prostração, diarréia e vômito, com ou sem sangue, perda de apetite, febre, pata grossa e com descamações,são. A virose pode chegar ao cérebro e causar paralisia. Geralmente o mal é fatal.

Pode ser curado quando se consegue fortalecer o sistema imunológico, mas as chances são pequenas e podem ficar seqüelas como mancar, tique nervoso e epilepsia. A cinomose é causada pelo vírus paramixovfrus.

2. Coronavirose - produz inflamação no estômago, intestinos e fígado. O cão fica com diarréia, contendo ou não sangue, e vomita, além de perder o apetite e ficar prostrado. A probabilidade de cura é alta. O vírus causador é o Coronavírus canino.

3. Parvovirose - os sintomas são os mesmos da Coronavirose, mas muito mais intensos. A diarréia vem com sangue, muito fétida. O cão vomita, fica com desidratação, depressão e as vezes febre. O vírus responsável é o Parvovírus canino 2. Há a possibilidade do músculo cardíaco se inflamar e infeccionar (miocardite) e o cão ter morte súbita. A chance de salvar o filhote é remota e ele pode apresentar miocardite como seqüela.

4 e 5. Leptospiroses Icterohaermonhagiae e  Canícola -  causam morte por açção da bactéria leptospira (há dois tipos). Elas entram no organismo do cão atravessando seus poros ou por ingestão. Estão presentes principalmente na urina de ratos ou de cães infestados, e em água que a contenha, fato comum quando chove. O cão fica com febre alta, dores abdominais e, na icterohaermonhagiae, expele sangue na urina e nas fezes. É difícil salvar o animal. Se sobreviver, poderá ter problemas nos rins, como insuficiência renal.

6. Parainfluenza - mal respiratório que culmina em muita tosse e pneumonia, e pode levar a morte. Outros sintomas são febre alta e conjuntivite ocular. A probabilidade de salvar o filhote é alta quando o mal não vem acompanhado de outras viroses graves, como a Cinomose. E causado por vírus, bactérias ou protozoários, atuando em conjunto ou não.

7 e 8. Hepatites Infecciosas (Adenovirose 1 e Adenovirose 2) - raras em cães, são transmitidas pelo vírus CAV-1 e CAV-2, respectivamente. Atingem fígado, rins e olhos. Os principais sintomas são febre alta, dor abdominal intensa, perda de apetite, congestão das mucosas, conjuntivite, corrimento nasal, aumento dos gânglios do pescoço, opacidade da córnea, dificuldade de respirar por problemas pulmonares (a doença pode levar a edema pulmonar, pneumonia e muita tosse), depressão, convulsão, hemorragia nasal e de pele. A chance de salvar o filhote é baixíssima.

Vacina anti-rábica: proteção importante

A raiva é transmitida pela saliva de cães e morcegos portadores do vírus causador, o Rhabovírus, por mordida ou por contato da saliva com alguma ferida. O cão portador torna-se uma ameaça à saúde pública.

Os sinais da doença são: perda de apetite, pêlos arrepiados e o cão se tornar agressivo, com salivação intensa, pupilas dilatadas, “mordendo” o ar, com latidos agudos, evitando contato com a água e apresentando convulsões. Ao atingir esse estágio, só resta a eutanásia, pois não há mais cura. Porém, se o mal for tratado no início, é curável. Por isso, o homem e o cão, ao serem mordidos, devem ter a ferida lavada com água e sabão e ser imediatamente submetidos a tratamento (o homem vai a um posto de saúde ou pronto-socorro e o cão a uma clínica veterinária).

Afastar males respiratórios com a Pneumodog

Assim como as gripes nos humanos, os males respiratórios debilitam o organismo do cão, facilitando o aparecimento de viroses graves ou de pneumonia e morte. A Pneumodog aumenta a resistência aos vírus causadores, que são diversos (inclusive o da Parainfluenza, combatido pela vacina Octupla).

Um dos sintomas desses males é a tosse profunda, o que os faz serem chamados de Tosse de Canil. Os sintomas iniciais são corrimento nasal, ocular e febre. Causam perda de peso e podem prejudicar o desenvolvimento dos filhotes. São doenças tratáveis no início, mas mesmo assim debilitam muito o organismo, podendo abrir portas p ara males fatais.

PREVENÇÃO

Evitar o contato com animais doentes seria a forma de prevenir as doenças mencionadas nesta matéria.
Porém, diversos vírus causadores destes males permanecem por bastante tempo nos ambientes infestados. São, ainda, transmissíveis pelo ar ou pela água e podem ser portados sem que se perceba, no período de incubação. O controle só é possível com a vacinação.

Desinfecção de ambiente onde houve virose: o mais garantido é jogar fora os objetos que eram usados pe o cão doente e, uma vez por semana durante um mês, lavar todos os locais onde ele fazia as necessidades, com Cândida ou Lysoform.

Depois de três meses pode-se colocar outro cão no local, exceto nos casos da Parvovirose e Coronavirose, para os quais a recomendação é só fazê-lo três anos depois. Esses vírus são resistentes e podem ficar em frestas e locais não alcançados pela desinfecção.

Passeios na rua: não recomendados antes dos 135 dias de vida (15 dias após a terceira dose da Óctupla).

Os males da pelagem são dos mais freqüentes entre os cães. Exceto pelas falhas normais devido à muda, esses problemas envolvem mais do que uma questão da beleza: sinalizam também a provável presença de enfermidade e do enfraquecimento do sistema imunológico.

Há uma influência do clima quente na densidade das pelagens e até no comprimento, devido à tendência de nascer menos pêlos e deles crescerem menos. Por outro lado, o calor favorece a proliferação de pulgas e, associado ao clima úmido, aumenta a probabilidade de fungos, ambos podendo resultar em queda de pêlos. Muitas vezes, problemas de pele provocam um forte odor, que desaparece se a doença for curada.

Manter bonita a pelagem do cão significa mais saúde, mais resistência ao ataque de doenças e maior beleza. Há várias causas para os pêlos caírem. Conheça as mais comuns.

Falhas no pêlo das patas ou do tronco (Dermatite de lambedura) - o cão arranca os pêlos por ficar muito tempo sozinho. Tratamento: reduzir a sensação de solidão.

Falta de pêlo, coceira, ferida com infecção na pele e caspa, pêlo seco ou engordurado, pele escura (Dermatite alérgica) - há várias possibilidades de alergias. Entre elas, sensibilidade a componente do alimento (Hipersensibilidade alimentar, substituir a ração); a inalantes como poeira, ácaros, pólen de planta e bolor (Atopia, evitar a causa); a produto químico, como de limpeza, medicamento de uso externo, xampu ou condicionador mal enxaguados (Dermatite de contato alérgico, observar qual pode ser a causa e evita-la); a picadas de pulgas (Dermatite por picada de pulgas, combater as pulgas). Tratamento: dependendo da causa, pode-se usar antialérgico, xampu medicamentoso e antibiótico se houver feridas infectadas.

Queda de pêlo no tronco, ao redor dos olhos e da boca, entre os dedos, que se generaliza se não tratada; pele enegrecida; crostas, úlceras, pus e sangue; pele escura (Sarna Demodécica, conhecida também como Sarna Negra ou Demodiciose) - causada pelo ácaro Demodex canis. A única forma de transmissão é pelo contato do filhote com a pele da mãe. Não há cura. Mesmo quando tratada e sem sinais da doença, a mãe transmite o mal.
Os sintomas costumam aparecer quando há baixa resistência - no primeiro ano de vida e em cães idosos.

Queda de pêlo nas patas e na cabeça, crostas (Dermatite responsiva ao zinco) - a causa é a deficiência de zinco, por carência nutricional ou por não absorção intestinal. O Husky Siberiano e o Malamute do Alaska são as raças mais acometidas. Tratamento: suplementação com zinco.

Queda de pêlo por disfunções hormonais - há a atrofia do local onde ficam as raízes dos pêlos (folículos pilosos), por causa hormonal. Uma das mais comuns ocorre no corpo, exceto cabeça e pernas. É o aumento de atividade das glândulas adrenais (muita sede, urinar em grande quantidade, pele fina, vasos visíveis, depósito de cálcio na pele), normalmente devido a um tumor nas adrenais ou por alguma alteração na glândula chamada hipófise. Outra causa é a diminuição de atividade da glândula tireóide - o hipotireoidismo (sonolência, obesidade, queda de pêlo e pele escura).

Pode também ser provocada pelo desequilíbrio dos hormônios sexuais (alteração na freqüência do cio ou na libido dos machos). Normalmente a queda atinge a região abdominal.

Queda de pêlo por estresse forte. A ocorrência não é muito comum. Tratamento: reduzir o estresse.

Queda generalizada de pêlo por alterações no fígado (Síndrome hepato-cutânea) - outros sintomas são a alteração na cor e consistência das fezes e perda de apetite. Tratamento: não há cura.

Queda generalizada ou localizada de pêlo, pêlo seco ou engordurado, pele escura (Micose) - fungos invadem o local onde fica a raiz do pêlo (folículo piloso) e destroem a proteína que o forma (queratina). Se não tratada, a queda de pêlos pode ser total. Tratamento: antifúngico oral e tópico, de acordo com o tipo de fungo.

Queda generalizada de pêlo, com feridas e crostas por toda a pele, descamação
(Dermatite genérica alimentar) - causada por problema na alimentação, que pode ser de baixo valor nutricional (com proteína e cálcio insuficientes), provocando subnutrição. Outra possibilidade é o alimento estar nutricionalmente adequado, mas com o prazo de validade vencido, causando intoxicação. Tratamento: correção da alimentação.

Queda crescente de pêlo, pele vermelha, com crostas e infecções, pele escura
(Sarna sarcóptica) - adquirida por contato do cão com objeto contaminado por um cão acometido, como uma toalha. Pode passar ao homem. Começa com uma coceira intensa. Se não tratada, os pêlos podem cair de todo o corpo. O ácaro causador nos cães é o Sarcoptes scabie; identificado em apenas 40% dos cães com sintomas. É completamente curável. Tratamento: com sabonete, xampu e soluções sarnicidas. O veterinário pode indicar Ivermectina ou Milbemicina (ver Sarna demodécica).

Queda generalizada de pêlo, pêlos opacos e sem vida
(Verminose) - devido a verminose intensa, com emagrecimento do cão. Tratamento: combater a verminose.

Queda localizada de pêlo, ferida, secreção clara ou com pus, crostas, coceira, escamas, pêlo engordurado ou seco, pele escura
(Infecção bacteriana superficial) - a perda dos pêlos ocorre no local da ferida. A principal causa são as alergias. Quando a ferida é profunda, o cão sente dor e tem febre causada por brigas, pequenos acidentes, alergias etc. Tratamento: eliminar a causa. Pode ser usado antibiótico, xampu específico etc.

Queda localizada de pêlo, pêlo ressecado, sem brilho, eventual pele avermelhada
- devido a erros de manejo, como usar sabão muito forte, escovar puxando os pêlos com força ou secar os pêlos com ar quente demais (para evitar, use o secador de morno a frio, a 20 cm dos pêlos).

Queda localizada ou generalizada de pêlo, pêlo ressecado ou engordurado, caspa (Dermatite seborréica) - normalmente acompanha outras dermatites como as por alergia, micose, manejo inadequado e por infecção de ferida. Pode também ser causada por deficiência nutricional, devido a falta de ácidos graxos, encontrados na gordura de origem vegetal ou de peixes marinhos. Há raças com tendência hereditária, como o Beagle, o Cocker Spaniel e o Pastor Alemão.

Dermatite alérgica – provoca coceira; queda de pêlos na região do lombo, bacia, cauda, abdome e pernas; inquietude; perda de peso e eventual formação de bola de pus no local da picada (dermatite piotraumática). Tratamento: com antialérgicos e eliminação das pulgas. É usado um colar elizabetano, aquele que impede o animal de coçar o corpo com a boca.

Verminose – a pulga Ctenocephalides spp é hospedeira intermediaria do verme Dipylidium caninum, que pode causar lesões neurológicas e diarréia. Os vermes brancos e achatados, são visíveis nas fezes. Tratamento: usa-se vermífugo à base de Nitoscanate ou Praziquantel.

Anemia – torna-se profunda se a infestação for grande podendo levar a morte. Tratamento: com transfusão de sangue e, para aumentar a resistência, com poli-vitamínicos como complexo B, vitamina C e sulfato ferroso.

Por Carrapatos

Hemorragias –
as doenças hemorrágicas (erliquiose, babesiose e anaplasmose) tem grande incidência no Brasil. Causam febre, anemia, hemorragia, icterícia, falta de apetite, apatia e formação de manchas vermelhas (petéquias) não salientes, orais, abdominais e cutâneas. Podem levar à morte se não forem tratadas a tempo. Tratamento: usa-se antibiótico (como tetraciclina, doxciclina ou enrofloxacina, por 10 a 15 dias), e, para os cães também dipropionato de imidocarb, encontrado apenas em dosagens para grandes animais. Em casos mais severos, transfusão sangüínea é outra possibilidade.

Eritema com nodulação –
lesão avermelhada com nódulo, na pele, causada quando o aparelho bucal do carrapato fica acoplado à pele do cão ou gato por causa da retirada incorreta do parasita. Tratamento: Remoção cirúrgica.

Doenças de Lyme (borreliose) –
causa atrite que pode envolver mais de uma articulação e claudicação. Outras conseqüências são anorexia, fadiga, linfadenopatia (aumento do tamanho dos gânglios linfáticos), complicações neurológicas (andar cambaleante, ficar com a cabeça torta), problemas cardíacos, renais e reprodutivos. Tratamento: usa-se antibiótico, como tetraciclina, penicilina, eritromicina ou ceftriaxon, por 21 a 28 dias.

Tularemia –
mais comum na América do Norte, é passada pela picada de carrapato ou quando este é ingerido. Sintomas: febre alta, letargia, anorexia, rigidez, tosse e diarréia. Pode causar prostração e morte em poucas horas ou dias. Tratamento: usa-se antibiótico, como a estreptomicina, tertaciclina, gentamicina ou doxiciclina, durante duas semanas.

POR PULGAS E CARRAPATOS

Hemobartonelose –
mas comum em gatos, consiste em anemia, perda de peso, icterícia, esplenomegalia (hipertrofia do baço) e diminuição do apetite. Tratamento: combate-se com transfusões sangüíneas e antibiótico como tertraciclina, de 8 em 8 horas, durante 3 semanas. O animal recuperado pode se tornar portador latente – sem sintomas mas capaz de transmitir a doença por contato salivar ou sangüíneo (por meio de cortes e feridas, por exemplo).

Banhos antiparasitas para cães e gatos -
combatem pulgas e carrapatos. As aplicações são semanais ou quinzenais, feitas com xampu, sabonete, loção ou com produto diluído na água. Devido à possibilidade de intoxicar, não deve haver ingestão - atenção redobrada com os gatos, que são mais sensíveis.

Coleira parasiticida para cães e gatos - o efeito dura de três a quatro meses. Combate pulgas quando contém piretróides ou carbamatos ou carrapatos se tiver amitraz. Não é recomendável colocar
as duas coleiras ao mesmo tempo, para evitar intoxicação.

Top spot, para cães e gatos - ampola com líquido parasiticida para ser aplicado uma vez por mês na nuca (o cão ou gato não consegue lamber, o que evita intoxicações). O produto penetra no sangue e combate pulgas e carrapatos, se for à base de Fipronil, ou apenas pulgas, se contiver Imidacloprid. Muito raramente causa reações alérgicas em cães e gatos.

Anticoncepcional de pulgas para cães e gatos -
pílula dada uma vez por mês. Não é tóxica e não há relatos de que tenha causado alergia. Bloqueia a reprodução das pulgas. Como elas começam a sugar sangue desde o nascimento e vivem de 30 a 40 dias, no começo os resultados são pouco perceptíveis, precisando de algumas semanas para serem completos.

Spray para cães e gatos - uma aplicação mensal basta, ou até trimestral se a probabilidade de infestação for pequena. À base de Fipronil, combate pulgas e carrapatos. Recomenda-se aplicar com luvas e em local ventilado, pois o produto é um solvente orgânico que causa ardor se entrar em contato com feridas e com os olhos. Não é tóxico e muito raramente causa reações alérgicas.

Injeção à base de ivermectina, para cães e gatos - eficaz no combate a carrapatos, só deve ser usada se houver grande infestação e sob acompanhamento de veterinário. Não é indicada para animais debilitados, filhotes ou fêmeas prenhes. Não dar a raças como o Collie, o Old English Sheepdog e o Pastor de Shetland, por risco de intoxicação e lesão neurológica, convulsões e morte. Uma aplicação de 1 ml para cada 50 quilos de peso previne os animais durante 90 dias.

O AMBIENTE
Em caso de infestação, o combate a parasitas, para ser eficiente, deve ser feito também nos locais onde os animais infestados ficam. Mantenha os animais afastados da área da aplicação para evitar intoxicação. Dê atenção às instruções do fabricante. Pelo menos uma vez por semana passe o produto nos locais onde o animal costuma se deitar e nos rodapés, fendas e rachaduras das proximidades. Depois de deixar o produto agir por 5 a 10 minutos, retire o excesso com um jato d'água. Os animais só devem voltar ao ambiente depois de o vestígio de umidade ter desaparecido. O tratamento é interrompido quando não houver mais sinais de infestação. Esses parasiticidas são encontrados em lojas de produtos para animais. Contêm piretrinas, piretróides, carbamatos, deltrametrinas ou organofosforados.

Mistura-se com água na proporção de 10 ml para cada 20 litros de água.

Encefalite do pug

Esta doença difere das outras encefalites conhecidas em outros cães. Por isso há esta denominação: Encefalite dos pugs. Embora esta doença tenha como causa, agentes infecciosos, nenhum deles ainda foram claramente identificados. Os sinais clínicos são: incoordenação, tremores, convulsões, perda de consciência, alteração de comportamento, andar em círculos e até alterações oftalmológicas.
Nada há de definitivo na causa da doença e um diagnóstico mais preciso só é possível após autópsia e exame microscópico do sistema nervoso.

Alguns estudos realizados sugerem que vírus como o Herpesvírus Canino tipo I e o vírus da Cinomose teriam papel inicial importante e seriam desencadeadores da enfermidade.

Atrofia progressiva da retina
É uma doença que afeta as células da retina causando a cegueira do cão. É um processo lento de degeneração da retina e por isso é pouca observada a evolução da doença pelos proprietários. A enfermidade é acometida independentemente da raça. No entanto estudos realizados já concluíram que algumas raças são mais acometidas pela doença que outras. 
É de fundo genético, transmitido por genes recessivos. Contudo há de se considerar fatores que podem também ocasionar a atrofia progressiva da retina como, trauma, infecção ou deficiência de vitaminas.

Entrópio
É uma inversão do bordo palpebral tanto inferior como superior. Pode ser genético ou adquirido.
No entrópio os cílios ficam permanentemente em contato com a córnea provocando danos na mesma. Cirurgia corretiva é o recomendado.

Luxação de Patela
Ter luxação de patela ou deslocamento da rótula (joelho) pode ser herança genética ou adquirida através de um acidente. Há uma pequena movimentação do osso frontal do joelho que está em sua cavidade preso por ligamentos. As condições genéticas seriam: sulco raso, ligamentos fracos e ou alinhamento impróprio dos tendões e músculos. Esta é uma condição indesejável devido a genes recessivos.

Displasia Coxofemural
O que é uma displasia coxofemural? É uma degeneração na articulação coxofemural; ou seja, uma má inserção da cabeça do fêmur no acetábulo (cintura pélvica; bacia). Quando não há este encaixe perfeito, há movimentos excessivos deste osso provocando danos. Isto frequentemente aparece por volta dos quatro a sete meses de vida do animal, e provoca dores de moderadas a intensas, principalmente quando ele está em pisos escorregadios. A prevenção é feita fazendo radiografias nos pais para que se possa determinar o grau da degeneração.

Necrose da cabeça do fêmur
É mais comum até que a própria displasia citada acima. Embora sintomaticamente idêntica a displasia, em verdade ocorre uma deterioração da cabeça do fêmur que fica com a aparência de um queijo suíço. As possibilidades mais discutidas são: trauma , bacteriana na corrente sanguínea daquela região ocasionando por assim dizer um sofrimento das células que deixam de receber oxigênio e ocasionando a morte dessas células; doenças endócrinas ou deficiências nutricionais ou ainda a própria displasia coxofemural congênita.

Sarna demodécica ou demodicicose – Qualquer raça

Constitui-se em dermatose primária, causada por proliferação de ácaros (parasitas) denominado demodex canis, decorrente de quadro herdado por imunossupressão celular, e que pode atingir qualquer raça indistintamente. Mas é considerada também uma doença de múltiplos fatores onde fatores genéticos, de origem cutânea, imunológicos, ambientais, bacteriológicos e pasitológicos interferem em distintas proporções. 
Ocorre principalmente em cães jovens e não é transmissível entre os animais, afora no período neonatal, e também não é contagiosa para o homem.
Infelizmente, por desconhecimento ou até mesmo por informações totalmente equivocadas, a sarna demodécica, em muitos casos, é tratada de forma generalizada, sem que haja a necessária diferenciação entre a forma juvenil e a adulta, cujos tratamentos e conseqüências para a vida do cão são totalmente diversos.

Texto extraído da internet, um dos melhores artigos sobre o tema demodex canis, de autoria da Médica e Criadora de Bulldog Francês, Dra. Camilli Chamone (http://www.villechamonix.com/).
Além de utilizar uma linguagem de fácil compreensão, o artigo é de notável valor, pois desmistifica inúmeras incompreensões sobre o tema.

Sarna Demodécica – Desmistificando um Mito...

Fonte: http://bullblogingles.com/2009/08/17/sarna-demodecica-desmistificando-um-mito/

Ainda há que se considerar que essa doença também é polêmica no meio profissional.
Como a ciência e a tecnologia são “voláteis”, um veterinário precisa estar atualizado; utilizar os conhecimentos adquiridos láááá na época da faculdade não é o suficiente para lidar com as bases celulares da patologia.
Por isso, talvez, tantas informações atravessadas sobre o tema, em todos os meios. Enquanto os filhotes vivem no ambiente uterino da cadela, diz-se que eles são “germ free”.
A mesma coisa acontece com os humanos. Enquanto a mulher gesta, seu filho está protegido da maioria dos microorganismos que entra em contato com a mãe.
Somente após o nascimento, é que a microbiota (o termo “flora” está em desuso) da pele e das mucosas é povoada por bactérias, fungos, ácaros e outros microorganismos. E este é um processo contínuo, que ocorre por toda a vida do indivíduo.
No caso dos humanos, a boca possui – no mínimo – 500 espécies de bactérias distintas, além de fungos. Por mais incrível que pareça, para cada célula humana em nosso corpo, há 10 células de microorganismos aderidas ao nosso corpo (interna e externamente), que somam algo em torno de 1 kg de peso.
Não há problema algum em conviver com todos estes microorganismos, pelo menos para mim, que não sou imunodeprimida. Com os cães, o mesmo processo ocorre.
Tão logo saem do ambiente uterino, entram em contato com microorganismos e dá-se início à colonização de pele e mucosas destes filhotes.
Bem, a história da sarna demodécica começa aí. O que todas as pessoas precisam entender é que 100% dos cães possuem um ácaro, em pequenas quantidades na pele, chamado demodex canis. Podem ser os sharpeis da Xuxa, pode ser o Barney – scottish terrier – do presidente Bush, pode ser o Leo que chegou do Canadá, podem ser os vira-latas de meu pai. TODOS, absolutamente todos os cães da face da terra possuem um ácaro na pele/pêlo, chamado demodex canis.
E, claro, quando os filhotes nascem, eles entram em contato com a mãe e adquirem este ácaro. Assim como também adquirem streptococcus, staphilococcus, lactobacilos, fungos e outros microorganismos. ISSO É NORMAL! Não há nada de errado com isso. Cães não ficam doentes porque a mãe tem o ácaro na pele.
Até 1 ano de idade, a imunidade do filhote é MUITO flutuante.
Por isso, muitos humanos de estimação se impressionam com a necessidade de constantes visitas ao veterinário, no primeiro ano de vida. Depois dos 2 anos de idade, tudo muda.

Durante essas flutuações de imunidade, muito comuns no 1º ano de vida, os microorganismos da pele – que também são oportunistas – podem se desenvolver MAIS, alterando o equilíbrio da microbiota normal.
Por isso, podem surgir áreas com perda de pêlo provocadas por fungos, bactérias ou pelo demodex canis. Com esses microorganismos é assim: bobeou a gente pimba!

Este quadro de demodicose na infância não pode ser, definitivamente, taxado como aquela doença terrivelmente temida que ocorre na vida adulta, em ciclos repetidos, até o final da vida do cão.
A proliferação exacerbada do demodex canis na infância pode nunca mais recidivar, uma vez tratada, ou pode ocorrer em outros episódios, que sumirão na fase adulta.
A SARNA DEMODÉCICA “legítima” é uma questão imunológica, pois há contínua flutuação de imunidade, mesmo com o cão em idade adulta.
O professor de Dermatologia, do curso de Medicina Veterinária de SP, DR. RONALDO LUCAS, faz uma ótima analogia com relação à manifestação precoce do demodex canis: “O fato de alguém tomar um porre, não o qualifica como alcoólatra”.
Sobre a Dra. Camilli:
“Sou mineira de Belo Horizonte, graduada em Odontologia, pós-graduada em Odontopediatria e Genética. Durante 08 (oito) anos fui Professora Universitária Federal das disciplinas de Citologia e Genética –lecionei para os cursos de Odontologia, Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição e Farmácia.”
Fonte:http://villechamonix.blogspot.com/search?q=sarna

Tratamento: com banhos semanais de acaricida (Diamidina), por um período variável de 8 a 12 semanas. Se o mal persistir, pode-se usar Ivermectina ou Milbemicina, medicamentos mais fortes, que exigem acompanhamento veterinário. A alta é dada mediante três resultados de exames, negativos, em intervalos de 15 dias.

Sempre consulte um Veterinário de sua confiança.

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